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QUANDO APRENDEREMOS A CUIDAR?

  • Cuidar é achar, crer, entender, ver, tratar, observar, comunicar-se, e ocupar-se.

 

Encontramos com muitas pessoas que adoram falar da vida do outro, seja dentro, ou fora da Igreja. É inevitável encontrar com homens e mulheres que se satisfazem em falar da vida alheia.

Quem nunca teve problemas com fofocas?

Quem nunca teve problemas com pessoas que falaram de sua vida?

O ditado popular diz: “Deus deu uma vida para cada um”. No entanto parece que alguns insistem em zelar mais pela vida do outro do que pela sua.

Quando aprenderemos a CUIDAR?

Quando aprenderemos que todos nós precisamos de CUIDADO?

Quando aprenderemos que fomos chamados para CUIDAR do outro?

A história parece mostrar que a Igreja sempre acreditou que o verbo CUIDAR, dirige-se somente ao PASTOR; muitos entendem que esta atribuição está somente com o PASTOR; e que tal responsabilidade pertence somente ao PASTOR.

Mentira!

Ela pertence a todos nós, disse Jesus - “Ide e fazei discípulos meus...” (Mt 28,19).

Ou seja, todos nós temos a responsabilidade, sim, de FAZER discípulos, e de DAR existência a eles.

Mas como PREPARO discípulos, e os faço  PRODUZIR frutos?

  • PROTEGENDO-OS; DESENVOLVENDO-OS NA FÉ; CONSOLIDANDO; EDIFICANDO; DISCIPULANDO, e INTEGRANDO-OS NA IGREJA.

Com isso percebemos que o verbo CUIDAR não está direcionado somente ao PASTOR, mas a todos nós.

Entretanto, há outra ação muito importante que não podemos deixar de empreender, que é a de “Buscar aqueles que já estiveram entre nós, frequentando nossas Igrejas, e nossos cultos, e hoje NÃO estão mais”.

Lucas 15 registra três parábolas que tratam sobre coisas perdidas: A OVELHA; A MOEDA, E O FILHO PERDIDO.

Jesus apresenta três vezes a mesma mensagem, através de três parábolas em um mesmo capítulo. Coincidência? Não. A intenção de Jesus ali era a de despertar os seus ouvintes para o tema do perdido. Ou seja, Jesus estava querendo nos ensinar que: “CUIDAR não é fazer uso, mas que  CUIDAR é amar, entender, dar atenção, é se deixar se ocupar.”

Seu Servo

Prof. William Paixão

(Idealizador da Coluna Curtinhas – www.colunacurtinhas.com)

 

 

 

 

A Difícil Missão de Ofertar

 

"...Quem está disposto a fazer oferta voluntária, consagrando-se hoje ao SENHOR?"
 

Todos nós já ouvimos alguém falar sobre oferta.
Todos nós já refletimos sobre o ato de ofertar.
Quantas vezes ouvimos que nossa oferta é para o pastor.
Este é o Meu, Seu, Nosso dia a dia.
Quem nunca pensou: 
Seria tão bom se não tivéssemos que ouvir sobre isso! 

É nesse momento que chegamos a conclusão de que muita coisa poderia ser mudada.
No entanto se queremos que algumas coisas sejam modificadas, elas precisam, primeiramente, começar por nós, por isso não vou falar da oferta dada nas Igrejas, mas daquela que todos nós deveríamos dar, então nada mais justo do que ver e rever nossas atitudes humanas, pois somos seres humanos pensantes, e os mais egoístas também.
Nós temos, claramente, nos esquecido do outro, buscando o melhor sempre para si, esquecendo-nos que toda mudança deve primeiro começar em nós, e dentro de nós. 
Oferta não é sempre dinheiro, mas o ato de pensar no outro; de buscar o melhor não só para si, mas também para o outro; de conseguir ver e ajudar o outro em suas dificuldades; de pensar nos amigos, e no necessitado.
Jesus chora a morte de seu amigo Lázaro, mas o tempo inteiro está abençoando a uma multidão de desconhecidos. Era impossível para Ele passar por um poço e não abençoar um paralitico; não parar para uma mulher com um fluxo de sangue; não curar um cego; não atender a um centurião...Ele não conseguia não sentir alguma coisa quando passava por algum destes.
Será que não precisamos, também, mudar nossos sentimentos diante de toda angústia que temos sofrido, e de toda raiva que temos gerado diante de tudo que temos visto?
Será que não deveríamos sentir alguma coisa diante de tanta injustiça?
Mas, eu sinto. Talvez, você dissesse!
É muito provável que todos nós sintamos raiva por nossos governantes não fazerem nada, pelo desemprego, e por todas as taxas que nos cobram. Mas, não nos irritamos, e nem tentamos fazer alguma coisa que possa mudar.
Nossa revolta está no mundo que nos rodeia, e não naquele que rodeia toda uma sociedade.
Somos cabeças pensantes para os nossos propósitos, mas não aquelas que começam na escola, para quando assistirmos uma televisão saibamos tirar proveito das coisas que nos serão úteis em nosso dia a dia. 
De que oferta estamos falando?
Da oferta solidária, pensante, do amor, daquela em que não há medo em se exercer, daquela que não temos vergonha, daquela em que não há segundas intenções.
Uma das escolhas que sempre deveríamos fazer, é a de olhar para o outro, sempre, antes de falarmos qualquer coisa, dessa forma veríamos que não estamos sozinhos, e que nós sempre poderemos estender a mão para alguém.
Não importa o tamanho da maldade humana, Deus sempre será misericordioso.
Se estamos sentados, ou de joelhos não importa.

A posição de Deus não muda.

Deus ama a todos, como eles são. 
E nós?

Seu Servo

Prof. William Paixão

(Idealizador da Coluna Curtinhas – www.colunacurtinhas.com)

 

 

 

 

O QUE FOI PERDIDO TEM VALOR?

Lc 15

 

Quando permitimos que o outro se ocupe de nós, logo percebemos a sua ausência. A parábola de Jesus descreve que três coisas muito valiosas foram perdidas:

  • 1 de 100 ovelhas

  • 1 de 10 moedas

  • 1 de 2 filhos

Aparentemente, perder 1 de 100 ovelhas, ou 1 de 10 moedas pode não parecer algo grave. Afinal de contas, é uma perda de apenas 1%.

Mas, aquele que cuida não pensa assim. Qualquer perda é perda, como diria o ditado popular: “Todo cuidado é pouco”.

O pastor conhece as suas ovelhas, aquele que tem contato a conhece, seu semblante, jeito, e modo de falar a denunciam quando não está bem. Em uma Igreja onde se tem muitas pessoas, ou membros o Pastor não consegue ver todos, ter contato com todos parece impossível, se não o é. Por isso dividir é importantíssimo, e esse foi o conselho de Jetro a Moisés em Êxodo 18.13-24.

Agora repare que, quando lemos o texto percebemos que constantemente, o Pastor contava o seu rebanho para ter certeza de que todas as ovelhas estavam ali. Ou seja, é percebido claramente a sua preocupação – “O bom pastor ama suas ovelhas e cuida muito bem delas”.

Quanto à moeda, apesar de ser uma porcentagem maior de perda (10%), ainda assim, aparentemente, isso pode não ser considerado algo grave. Entretanto, a moeda perdida era uma dracma, moeda de prata equivalente à diária de um trabalhador braçal. Sendo assim, muito provavelmente, aquelas dez moedas pertenciam a uma pessoa com poucos recursos financeiros e de trabalho simples. Então, perder uma moeda seria uma perda considerável, seria como perder um dia de trabalho árduo.

Algo de valor foi perdido, e onde temos empenhado as nossas forças? Nós sabemos quem não está mais entre nós, os amigos que foram pegos pelas tempestades da vida; os casais que não conseguiram passar pela crise juntos; nossos vizinhos que tantas vezes nos acompanharam e que agora já não possui mais prazer na lei do Senhor...

Onde estamos colocando as nossas forças?

Jesus falando aos seus discípulos disse:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações,...
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” - Mateus 28:19,20

Uma ordem foi nos dada “ide, fazei discípulos”?   

Temos feito? O que temos feito tem permanecido?
Continuo, você já perdeu algo de valor?

Você já experimentou a sensação de sofrer uma perda considerável?

Se, sim, então cuide dos que estão ao seu lado, pois “Quantas vezes queremos que cuidem de nós, mas não queremos cuidar de ninguém.”

O que foi perdido tem valor?

Sim?

Então...

Seu Servo

Prof. William Paixão

(Idealizador da Coluna Curtinhas – www.colunacurtinhas.com)

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